sábado, 27 de dezembro de 2008

China Parte II










A China não se resume somente na Muralha, evidentemente.
Beijing tem um sistema de transporte público adequado e bilíngüe para o metro, mas nada com relação aos ônibus. Então, memorizar os ideogramas ajuda um pouco =)
Bem, o centro da cidade possui restaurantes ótimos e lugares para as compras. O Mercado da Seda (Silk Market) é um excelente lugar para comprar de tudo. O que cansa é ter que barganhar. Por exemplo, o preço de um jogo de xadrez feito de osso de boi é oferecido ao preço de 800 rmb ( 1 euro= 10 rmb), porém depois de regatear e barganhar, você leva ele por 80 rmb.
Minha dica?
- veja bem o artigo, qualidade e aspecto geral.
- decida qual o preço máximo que você pretende pagar pela mercadoria.
- veja o preço que eles te oferecem e joque algo bem baixo, tal como 10% do valor
- sempre com bom humor, mantenha o preço enquanto a vendedora abaixa o preço. Ela sempre preguntará o preço máximo, que você claramente não vai dizer.
- quando você estiver perto do seu preço máximo, diga que não quer mais, sorria e comece a sair da loja.
- se a vendedora lhe deixar ir é que você estabeleceu um preço abaixo da possibilidade. Vá a outra loja (pois muitas vendem as mesmíssimas coisas) e estabeleça um preço máximo um pouco maior e comece a "brincadeira"
- sempre ameace ir embora, com um sorriso.
- se você chegou ao preço desejado, pague com trocados. Não fica expondo notas altas, mesmo porque ela pode dizer que não tem troco e aí arredondar o preço.

Princípio ético: não passe por tudo isto se você não for realmente comprar a mercadoria.

As imitações da Polo, Armani, Diesel são muito boas. Eletrônicos são meio caros e não muito confiáveis. Pérolas, sempre veja os defeitos de cada uma. Eles sempre possuem pérolas baratas e outras de melhor qualidade, que obviamente custam um pouco mais.
E atenção com os comentários. Quando você mais precisa, ninguém fala outra língua, mas nestes mercados, as meninas sabem japonês, inglês, coreano, russo, espanhol, francês, português e idiomas do gênero.... quando eu disse que era da Espanha, uma delas me chamou de "tacaño" (pão duro) num puro e belo castelhano.

No metro, compre o bilhete mas guarde ele. Você necessitará dele para sair da estação depois.
(Fotos: 1. Uma cantina italiana em plena Beijing; 2.Você nunca pode imaginar quem vai encontrar quando sai pelas ruas de Beijing; 3. e 4. Ruas de Beijing a noite; 5. Metro de Beijing; 6. Alguém pode me ajudar?; 7. "Ninho de Pássado" (Jogos Olímpicos); 8. "Cubo D'água" (Jogos Olímpicos) )




















sábado, 6 de dezembro de 2008

China (novembro de 2008)


























China ou 中國 ou simplificando 中国 (Zhōngguó)

Um país com uma cultura milenar. Fiquei muito surpreso com o que eu vi. Sinceramente tinha meus medos e receios por tudo que ouvimos sobre o comunismo, sobre os filmes como “Justiça Vermelha”, sobre tudo que lemos na mídia.

Desci no aeroporto internacional de Beijing. Ao sair, meu primeiro impacto: pegar um taxi. Fiz o que todos me mandaram. Levei o nome do hotel num papel escrito em chinês. O problema é que o motorista não tinha nem idéia de onde ficava. Bem, depois de muito rodar, chegamos no JiuHua Resort and Spa, um complexo hoteleiro dentro de uma área de águas termais. É um lugar bonito, mas porque a Organização Mundial da Saúde decidiu fazer um congresso tão longe de tudo é além da minha compreensão.
Tive somente 4 dias na China, assim que no domingo livre, juntei-me a um grupo de excursão e fomos ver a Grande Muralha da China.

Na realidade, ela está divida em trechos. O trecho que fui visitar é Mutianyu 慕田峪 , que fica a 70km de Beijing. É considerado trecho mais bem preservado. Há duas opções para chegar até a muralha. Ou subindo a pé ou subindo de teleférico. Eu sugiro o número 2 e depois descer de tobogã. A caminhada pela muralha é bem dura, então sugiro sapatos confortáveis e muito fôlego. O nome em chinês da Grande Muralha na verdade é 万里长城 Wànlǐ Chángchéng, traduzido como “Longa Muralha de 10.000 li” (Li é uma unidade de medida chinesa).

Depois de Mutianyu, fomos até o Palácio de Verão, que também tem outro nome em chinês. Yihe Yuan 頤和園, que significa Jardim da Harmonia Cultivada. O palácio começou em 1750, no reinado de Qianlong. Ele é composto de um grande lago artificial (Kunming) e pela Colina da Longevidade. Ele serviu como casa de verão da imperatriz Dowager Cixi, que pelo que me disseram não era muito boazinha.

(Fotos: 1. Partindo; 2. e 3. JiuHua Resort and Spa; 4. e 5. Teleférico para a Muralha de Mutianyu; 6. -9. Grande Muralha; 11. e 12. Lago Kunming; 13. Barco de Mármore; 14. Colina da Longevidade; 15. e 16. Palácio; 17. Ponte dos 17 arcos; 18.-20. Longo Corredor; 21. Portal)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Marrocos: última parte
























































Passeio pela cidade:

Andei pelas ruas estreitas da Medina. Sabe aquela imagem que a gente faz das 1001 noites? Ruas estreitas, cobertas por panos ou tapetes. Pessoas sentadas nas ruas vendendo suas mercadorias. Mulheres vestidas com túnicas, cheiro de canela, cravo no ar. Pois é, tudo isto encontrei nas ruas de Marrakesh.
Como eu tinha pouco tempo na cidade, passei a Djemaa El-Fna e fui em direção à torre que sobressai em todo a paisagem: a Mesquita de Koutobia. Entre a praça e a mesquita, passa o ônibus vermelho com o topo aperto, o Marrakech Tour. Vale a pena pagar pelo bilhete de um dia e passear por toda a cidade e ver tudo, depois voltando para ver o que interessa mais. Você pode subir e descer do ônibus e pega-lo outra vez quantas vezes quiser durante o dia todo.

Sobre os monumentos, eu não pude ver todos. Mas voltaria para ver com mais calma algumas coisas:
- Palácio de La Bahia
- Tomba dos Saadianos
- Jardim Majorelle ( que pertence a Yves Saint-Laurent)

Fora da Cidade:
Eu aproveitei no meu penúltimo dia e fui ver as montanas Atlas. Nesta região, Toubkal é a área mais interessante. Passei pelas vilas berberes, onde no domingo, as pessoas vêm para as margens do rio e banham, fazem lanches, andam de camelo e passam o tempo. Ou escalam a montanha para ver as lindas cachoeiras que estão lá. Eu tenho medo de alturas, mas não ia perder a oportunidade. Agora já conheço os Andes, os Alpes, o Atlas e os Apalaches.
De Marrakesh, é possível pegar excursões para lugares muito interessantes como Fês, Ouarzarzate, e as cidades litorâneas de Essaouira e Agadir.
Fotos: 1. Marrakech by night; 2. e 3. Alto Atlas; 4. Vila Bérbere; 5. Camelo; 6. Palais du Bahia; 7. Cidade Nova; 8. Muros e 9. Bab de Marrakech; 10. Koutobia

domingo, 26 de outubro de 2008

Marrocos (Compras e Djema El-Fna)
























































Compras
Bem, falemos um pouco do que eu mais gosto: compras. Lá tem de tudo que se pode imaginar. Só que tem que barganhar. Jamais pague o preço dado. Por exemplo, eu comprei um narguilé (chamado de shisha lá). Quando perguntei “combien? “ a resposta foi 600 dirhams. Disse que pagava 80. O proprietário da loja riu e disse que por 500 venderia porque tinha ido com minha cara. Eu disse que pagava 85 porque tinha gostado dele também. E assim fomos. Sempre comigo dizendo: olha, então deixa. Você necessita ter em mente o valor máximo que você pretende pagar e fixar ele como meta. No final, levei por 200. Sim, ainda assim, paguei caro. Mas dá para se ter uma noção de como a coisa vai.

Djema El-Fna

Toda noite eu ia para lá e ficava lá até de madrugada vendo tudo ao redor.
Perdi o medo e tomei suco de laranja exprimida na hora. Sentei num banco do restaurante improvisado na rua e comi pastilla. Sugiro não comer coisas cruas ou molhos, porque aquilo fica exposto a temperatura quente e estraga fácil. Há muitos restaurantes e cafés ao redor. Eu sugiro um jantar no Toubkal. Peça um cuzcuz ou uma tejina. Se o preço não for um problema, vá até o Chez Chegrouni e peça Frango com Limão ou Cordeiro com Ameixas.
(Fotos: 1. Cuidado com este bolo! 2. Na praça de Djema El-Fna depois de comer o bolo; 3. Plaza Djema El-Fna; 4. Um lugar bom e barato para comer Cuzcuz; 5. Potes e vasos para todos os gostos; 6. Roupas; 7. Um souk; 8. Comprando especiarias (sândalo, mirra, incenso); 9. ruas da Medina)

sábado, 13 de setembro de 2008

Marrocos - Férias de Verão 2008 (agosto)












Al Mamlaka al-Maghrebiya ou simplesmente Reino do Marrocos.

Para quem não podia viajar muito, até que esta viagem me surpreendeu. Saí de Madrid e, em 1 hora e meia, estava pousando em Marrakesh, considerada a terceira maior cidade do Marrocos.
O livros falam para nunca ir lá nos meses de julho e agosto. Bem, ao chegar e abrirem a porta do avião, descobri porque: 43º graus de temperatura me esperava do lado de fora!

Tirando isto, sinceramente eu esqueceria o que os guias de viagem dizem e mergulharia nesta aventura de cores, aromas e sons que estimulam todos os sentidos.

Fiquei hospedado num Riad, que é uma casa em que os hóspedes ficam em quartos. Qual a diferença com um hotel? O sentimento de estar em casa, onde tudo parece bem caseiro, onde sentamos para tomar café da manhã com estranhos que começam a conversar. O Riad que escolhi foi o Mehdia, cujo proprietário, Alex, é do sul da França e prova ser um ótimo anfitrião. Bem, para curtir o Marrocos, é preciso falar francês ou árabe. Inglês vai ajudar muito pouco. Ah, falar berbere também é uma opção!

O point de Marrakesh é ficar na Medina (cidade antiga) e não na Ville Nouvelle. O centro vivo de Marrakesh é a praça Jeema El-Fna. Quando a noite cai, ela se enche de vendedores ambulantes, curandeiros, comidas típicas, malabarismo, música e tudo mais que você possa imaginar.

É seguro sair à noite. Apenas vigie de perto a carteira e a bolsa. Muita gente vai oferecer coisas e muitas crianças vão querer ser guias. Recuse educadamente e os ignore e continue a explorar a vida noturna. Lembre-se que é um lugar turístico, ou seja, tudo tem preço: tirar foto com um chapéu, posar ao lado de um camelo, etc. Então, não seja bobo de achar que querem tirar uma foto te colocando um chapéu só porque você é simpático. Minha simpatia custou 10 euros.

Troque dinheiro no banco e logo troque para notas menores e moedas. Elas vão ser muito úteis.

Mas não estou aqui para escrever um guia de viagens, mas para contar um pouco sobre a viagem.

Alguns hotéis e riads não possuem água quente e, para isto, temos os Hammams. Hammam é conhecido como banho turco. É uma sauna com uma área de troca de roupas, uma área de descanso, uma área onde te dão banho ensaboando e esfregando. Não, não fique imaginando algo sensual e erótico. O povo lixa mesmo sua pele. É banho mesmo! Depois te cobrem de lama medicinal e te colocam em uma sauna por alguns minutos. Depois, uma ducha quente. A última fase é a fase mais gostosa: massagem com óleo de argan. Depois, um chá de menta numa sala com almofadas que mais lembra o interior da garrafa da Jeannie é Um Gênio. Ok, você não tem nem idéia do que estou falando. Mas vai por mim, é bom! Minha sugestão: Hammam Mille e une Nuit


(Fotos:

1. Pronto para a viagem; 2. Aeroporto; 3. Cheguei!; 4. Chá de menta como boas vindas no Riad Mehdia; 5-10. Riad Mehdia)